Fórmula para produtividade pessoal

Ontem publiquei no twitter e facebook a fórmula para a produtividade pessoal tal como ensinada por David Allen:

Valor = Conhecimento X Metodologia X Tecnologia

Mas o que significam cada um destes elementos e de que forma se relacionam com o método GTD?

Conhecimento

É importante sabermos, ou seja, conhecermos bem o nosso trabalho. Quando falamos em trabalho, não estamos apenas a falar das tarefas do nosso emprego. Trabalho, segundo GTD, é tudo aquilo que tem que ser feito, exigindo alguma intervenção da nossa parte.

Muitas pessoas tendem a avançar fase “processar” do fluxo de trabalho GTD, indo directamente para a organização ou acção. Antes de agirmos sobre algo, ou de alocarmos essa “coisa” no nosso sistema de organização, é vital definirmos “o que é isto? o que é que representa? de que forma me envolve?”

Estas perguntas são úteis para nos ajudar a definir o significado das “coisas”. Só conhecendo esse significado e o que ele implica podemos agir e tomar decisões correctas sobre ela.

Metodologia

É curioso que, de facto não existe nada de novo no método GTD. Toda a gente usa ou já usou listas de tarefas, calendários, lembretes, etc… O que é realmente novo em GTD é a forma como tudo isso é incorporado num sistema inovador, funcional e sem falhas, no qual a nossa mente pode confiar a 100%, o que a permite ficar livre e com energia para o foco que queremos ter em cada momento.

A metodologia de GTD passa principalmente pelas 5 fases do fluxo de trabalho (recolher, processar, organizar, rever, fazer). Este fluxo permite que nada que exija a nossa atenção fica fora do sistema, e que tudo venha à nossa atenção na altura certa e não quando já for demasiado tarde para agir.

Tecnologia

Também podiamos designar esta parcela da equação por “ferramentas”.
GTD é uma metodologia que não se centra ou depende de quaisquer tipos de ferramentas. Algumas pessoas sentem-se confortáveis em ter todo o seu sistema em agendas, planeadores e cadernos. Outras vivem mais no mundo digital, entre aplicações no computador ou internet, smartphones ou pdas. Há ainda quem use uma mistura das duas.

O importante na prática de GTD não é a ferramenta, mas o quão bem conhecemos essa ferramenta e se a conseguimos usar de uma forma que seja compatível com os princípios de GTD. Por essa razão, é aconselhado que passarmos algum tempo com a ferramenta que escolhermos, até a conhecermos bem ao ponto de a conseguirmos adaptar às nossas necessidades e ritmo de trabalho.

A Multiplicar!

Caso estivessemos a fazer uma soma, quanto “maior” ou “melhor” fosse uma delas, maior seria o resultado final. Era linear.

Mas note-se que nesta equação, as parcelas estão a ser multiplicadas. Ou seja, a influência que cada elemento tem no resultado final é muito maior, não só pela positiva mas também pela negativa. O que significa isto? Vamos a um exemplo – se tivermos bom conhecimento, boa implementação da metodologia, mas as ferramentas que estamos a usar não são adequadas (ou porque não se ajustam a nós, ou porque ainda não estamos suficientemente bem treinados nelas) – então este valor baixo vai ter um impacto negativo em toda a equação.

About the Author: Nuno Donato

Formador GTD em Portugal. Apaixonado pela ciência do estudo da mente e do comportamento humano, tenta aprender e ensinar as melhores técnicas, ferramentas e estratégias para optimizar o nosso trabalho e maximizar a vida.

1 comentário

  1. Responder Danilo Akiyoshi

    Muito interessante o artigo. Tenho certeza que muitos estão a merce de uma nova ferramenta para que a vida e toda a rotina do cotidiano tenha mais equilibrio e mais naturalidade possivel. Falo sobre uma nova forma de administrar a vida e todas as tarefas que vão surgindo.
    Obrigado por compartilhar estas informações.

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