Prioridades só funcionam a um nível consciente

«Todas as suas acções e projectos têm uma importância relativa para si mas apenas se forem conscientemente avaliadas em relação umas às outras. Se algo for arquivado na sua memória (o RAM psíquico), vai estar a desperdiçar esse espaço mental, e será muito provavelmente sub ou sobre-valorizado.
Manter um inventário completo, actual e regularmente revisto de todos os seus “ciclos abertos”, independentemente de quão grande ou pequenos possam ser, é um pré-requisito para definir as verdadeiras prioridades.

O perigo dos projectos “não-tão-importantes”

A maioria dos desastres da produtividade pessoal dos dias de hoje vem da falta de atenção às coisas de “segunda” prioridade. Já alguma vez sentiu que nunca tem tempo para lidar com as coisas secundárias, porque tem sempre tantas crises prioritárias para tratar? Pois adivinhe de onde essas crises surgem? Exacto, surgem das coisas secundárias que não foram tratadas e que com o passar do tempo ficaram piores até ganharem também o estatuto de crise prioritária.Este síndrome não se auto-corrige, perpetua-se.

Eu atribuo parte deste problema às prioridades do estilo “A, B, C” tão prevalentes nas formações e sistemas de gestão de tempo e prioridades de hoje. Percebo que é importante as pessoas aprenderem a saber  que caso tenham tempo livre, algumas acções levam a melhores resultados que outras. Mas o lado negro deste princípio está no ignorar a responsabilidade de gerir muitos outros ciclos abertos que simplesmente não vão desaparecer só porque não têm uma prioridade A.

[…]
Se está na sua lista de projectos, tem que decidir pelo menos uma próxima acção para cada um e rever essa lista regularmente. Não há problema em não fazer essas acções, desde que saiba qual é a acção que não está a fazer e que esse escolha tenha sido consciente. Mas a maioria das pessoa evita envolver-se dessa forma porque não param para pensar qual é a próxima acção, o que as faz acabar por perder imensas oportunidades de levar o projecto para a frente antes de se transformar em crise.

[…]
Clarifique e defina todos os resultados que pretende obter com os compromissos que aceitou(pequenos ou grandes) e todas as acções necessárias para caminhar em direcção a esses resultados. Aí vai estar preparado para o verdadeiro jogo da eficiência, de fazer tudo, o mais cedo possível, e sentir-se bem com o desenvolvimento que cada um desses projectos está a ter.

Pense agora na sua lista:

  • o que é que tem ignorado por pensar que não é tão importante neste momento?
  • quão importante seria se já estivesse terminado?
  • como se iria sentir depois, com esse resultado já alcançado?»
traduzido e adaptado do livro “Ready For Anything” – David Allen

About the Author: Nuno Donato

Formador GTD em Portugal. Apaixonado pela ciência do estudo da mente e do comportamento humano, tenta aprender e ensinar as melhores técnicas, ferramentas e estratégias para optimizar o nosso trabalho e maximizar a vida.

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