Podemos contabilizar a produtividade?

Como sabemos que estamos a ser produtivos? O que nos permite chegar ao fim do dia e afirmar “hoje foi um dia produtivo” (ou não)?

Ter o trabalho definido, a utilização de listas para registar esse trabalho e anotar a sua conclusão, permite-nos muito facilmente e a qualquer altura, saber o que temos para fazer e o que já fizemos.

Mas podemos julgar a produtividade de alguém apenas pelo número de tarefas, concluídas ou para fazer?

Na verdade, não interessa o quanto se faz. Interessa o que se faz e qual a importância dessas acções relativamente a um contexto maior. Marcar 30 tarefas como feitas, que não nos levam a lado nenhum, ou apenas 2 ou 3 que nos permitem avançar em projectos ou objectivos importantes são coisas muito diferentes. Qual é a situação mais produtiva?

Certamente que todos já tivemos uma situação em que o realizar uma acção, por mais pequena e simples que fosse, nos fez sentir produtivos, a fluir com a vida! Isso acontece quando essa acção é o próximo passo para pôr uma máquina maior em movimento.

Daí que, ter direcção, foco e perspectiva sobre a vida e o trabalho é das coisas mais importantes. Na metodologia GTD®, por exemplo, o modelo dos Horizontes de Foco é a ferramenta essencial para garantir uma boa priorização e escolha de acções a desempenhar. Ter essa informação definida e clarificada ajuda a que, mesmo a nível inconsciente, a nossa mente trabalhe na direcção certa.

Produtividade não é apenas fazer coisas, é atingir resultados, é mudar o nosso mundo para que se assemelhe à visão que temos para ele, pessoal e profissionalmente.

Foque-se em ser produtivo e não em estar ocupado
~~ Tim Ferriss

About the Author: Nuno Donato

Formador GTD em Portugal. Apaixonado pela ciência do estudo da mente e do comportamento humano, tenta aprender e ensinar as melhores técnicas, ferramentas e estratégias para optimizar o nosso trabalho e maximizar a vida.

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