5 dias com o MPN – Dia 4: Como?

Assim que somos capaz de visualizar e descrever a visão do nosso objectivo, a mente começa naturalmente a fornecer ideias sobre como lá chegar. Esta 3ª fase é a fase do brainstorming.

O nosso cérebro reavalia constantemente se a nossa realidade actual é idêntica à realidade que definimos como ‘sucesso’. Se houver diferenças,  vai trabalhar para preencher essas lacunas entre ambas as realidades. Ideias começam a surgir, sejam grandes, pequenas, ousadas, simples ou complexas, boas e más. Este processo ocorre naturalmente em todos nós, simplesmente não temos o hábito de lhe prestar a devida atenção e ainda menos de recolher todas as ideias para um suporte físico.

Uma das mais populares (e eficientes) técnicas para capturar todas estas ideias aleatórias é conhecida como mind-mapping. No mind-mapping, usa-se uma disposição espacial das ideias, permitindo criar ligações entre elas de uma forma visual, que – segundo alguns estudos – é uma forma mais natural para o nosso cérebro do que uma lista ordenada.

Para iniciar um mind-map, começa-se com uma folha vazia e no centro coloca-se a ideia principal. Depois, vão-se criando ramificações de ideias associadas, até se ter um mapa completo (ou quase), de tudo aquilo o que é relevante sobre essa ideia.

Por exemplo, se considerarmos um projecto de mudança de casa, iam-nos ocorrer ideias tão diversas como: mudança de mobílias, decoração, contratos de serviços, alteração de moradas, limpeza, etc. E cada uma destas iria dar origem a novas ramificações de ainda mais ideias associadas.

Os mind-maps também se podem fazer de formas diferentes. Para mapas mais complexos, há quem use cores, desenhos ou imagens, para além do texto.

Para quem prefere usar ferramentas digitais, existem diversas aplicações gratuitas de mind-mapping, tais como o FreeMind e o X-Mind.

Para hoje

Crie um mind-map para cada um dos seus projectos. Comece por colocar o objectivo/titulo do projecto no centro, e faça um brainstorming de ideias.

Neste exercício é muito importante ter em conta alguns dos princípios cruciais do brainstorming:

  • não julgar, avaliar ou criticar
  • preferir quantidade e não qualidade
  • colocar a análise e organização para segundo plano
É claro que não estamos a desligar a nossa mente racional, mas embora algumas ideias possam parecer ridículas ou impossíveis, nesta fase é interessante capturá-las. Muitas das vezes aquilo que à primeira vista pode parecer fora de sítio, mais tarde revela-se como uma opção viável ou até como uma ponte para ainda mais ideias.

About the Author: Nuno Donato

Formador GTD em Portugal. Apaixonado pela ciência do estudo da mente e do comportamento humano, tenta aprender e ensinar as melhores técnicas, ferramentas e estratégias para optimizar o nosso trabalho e maximizar a vida.

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *