Solucionar a Procrastinação

pro·cras·ti·nar (latim procrastino, -are)

1. Deixar para depois. = ADIAR, POSTERGAR, PROTRAIR
2. Usar de delongas. = DELONGAR, DEMORAR, POSTERGAR

procrastination

Sejamos honestos, todos sofremos de procrastinação. É apenas uma questão de quando, com quê e com que intensidade.

Pela internet fora podemos encontrar centenas de artigos, dicas e soluções para lidar com a procrastinação. O que tem a metodologia Getting Things Done a dizer sobre o assunto?

As causas

Da perspectiva GTD, há duas principais causas que alimentam esta tendência de adiar coisas que temos para fazer:

  1. Falta de clareza sobre o objectivo
  2. Falta de clareza sobre a próxima-acção

E por aqui já se vê o quão crucial é a fase de “Processar”, pois é nela que ambas as causas são tratadas.

Falta de clareza sobre o objectivo

De acordo com o Dr. Maxwell Maltz, o cérebro humano tem capacidades cibernéticas. Isto é, é um organismo que se auto-regula em torno de um objectivo, um pouco como um míssel guiado. Dando-lhe um alvo, ele faz os ajustes necessários ao longo do percurso para melhor atingir o seu objectivo. Da mesma forma, quando definimos bons objectivos e com clareza, o cérebro tem o trabalho facilitado para nos ajudar a atingi-los.

A situação oposta é quando nem nos damos ao trabalho de definir claramente esse objectivo. Nesse caso, sempre que pensamos/olhamos para essa “coisa”, não existe uma imagem clara daquela que seria a representação da realidade final de sucesso.

Não saber para onde vamos nem o que queremos é um bom primeiro passo para não sair do sítio.

Falta de clareza sobre a próxima-acção

Depois de sabermos o que queremos atingir precisamos do mesmo nível de clareza para o “como lá chegar”, isto é, passos concretos (físicos) de “peças” que temos mexer para resolver o puzzle. Em GTD cada uma destas peças traduz-se normalmente em “próximas acções”.

Mais uma vez, conseguir ter uma imagem do que é o resultado final pretendido é crucial para avançar. Neste caso não falamos do objectivo grande, mas sim do objectivo pequeno (acção). Qual é a acção física que tenho que fazer para dar o próximo passo?

Não dar ao cérebro essa informação, mesmo tendo o objectivo geral em vista, cria mais resistências pois na verdade não sabemos ainda o que é necessário fazer. Ou seja, sempre que quisermos avançar com esse objectivo vamos ter que “pensar no assunto”, o que já é uma boa desculpa para deixar isso para mais tarde.

A importância do Processar

Na fase de “Processar” resolvemos estes dois problemas. Para cada coisa da caixa de entrada, devemos clarificar

  1. O que é? Qual é o resultado final que quero com isto? (Objectivo)
  2. Existe uma acção? Se sim, qual é? (detalhar a próxima acção física, usar um verbo explícito)

Quando o próximo passo (acção) é exequível(tempo, contexto, energia) e pequeno (acção física, idealmente inferior a 30min), é facil para o cérebro visualizar sucesso, o “o quê” e o “como?”, resolvendo assim duas grandes causas da procrastinação.

Experimente agora

Identifique algo da sua vida (pessoal ou profissional) que tenha andado a adiar e observe se

  • sabe clara e detalhadamente qual é o resultado que procura
  • sabe clara e detalhadamento qual é a próxima acção que tem que fazer
  • tem ambas as respostas bem escritas nas respectivas listas (lista de projectos para o objectivo, lista de próximas acções para a acção)

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About the Author: Nuno Donato

Formador GTD em Portugal. Apaixonado pela ciência do estudo da mente e do comportamento humano, tenta aprender e ensinar as melhores técnicas, ferramentas e estratégias para optimizar o nosso trabalho e maximizar a vida.

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